segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O que é o credo?

Iniciando nossa formação, dando seguimento ao Ano da Fé,
vamos ao longo desse período aprofundar a nossa fé! 


Imagem de Destaque


O Creio é o resumo da fé católica


Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, cujo nome é o resumo fiel da fé dos apóstolos; foi uma maneira simples e eficaz de a Igreja exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Em seus doze artigos, o 'Creio' sintetiza tudo aquilo que o católico crê. Este é como "o mais antigo Catecismo romano". É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma.

Os grandes santos doutores da Igreja falaram muito do 'Credo'. Santo Ireneu (140-202), na sua obra contra os hereges gnósticos, escreveu: "A Igreja, espalhada hoje pelo mundo inteiro, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai e Onipotente, que fez o céu e a terra (...).Esta é a doutrina que a Igreja recebeu; e esta é a fé, que mesmo dispersa no mundo inteiro, a Igreja guarda com zelo e cuidado, como se tivesse a sua sede numa única casa. E todos são unânimes em crer nela, como se ela tivesse uma só alma e um só coração. Esta fé anuncia, ensina, transmite como se falasse uma só língua.  (Adv. Haer.1,9)

São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, disse: "Este símbolo da fé não foi elaborado segundo as opiniões humanas, mas da Escritura inteira, de onde se recolheu o que existe de mais importante para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém, em um pequeníssimo grão, um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra, em algumas palavras, todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento (Catech. ill. 5,12)



Santo Ambrósio (340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja que batizou Santo Agostinho, mostra de onde vem a autoridade do 'Símbolo dos Apóstolos', e a sua importância:
"Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro dos apóstolos, teve a sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão da fé" (CIC §194)."Este símbolo é o selo espiritual, a mediação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é seguramente o tesouro da nossa alma” (CIC §197). Os seus doze artigos, segundo uma tradição atestada por Santo Ambrósio, simbolizam com o número dos apóstolos o conjunto da fé apostólica (cf. CIC §191).

O símbolo da fé, o 'Credo', é a “identificação” do católico. Assim, ele é professado solenemente no dia do Senhor, no batismo e em outras oportunidades. Todo católico precisa conhecê-lo com profundidade.

Por causa das heresias trinitárias e cristológicas que agitaram a Igreja nos séculos II, III e IV, ela foi obrigada a realizar concílios ecumênicos (universais) para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã foram os Concílios de Nicéia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo, de Ário, sacerdote de Alexandria que negava a divindade de Jesus; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla que negava a divindade do Espírito Santo.

Desses dois importantes Concílios originou-se o 'Credo' chamado "Niceno-constantinopolitano", o qual traz os mesmos artigos da fé do 'Símbolo dos Apóstolos', porém de maneira mais explícita e detalhada, especialmente no que se refere às Pessoas divinas de Jesus e do Espírito Santo.

Além desses dois símbolos da fé mais importantes, outros 'Credos' foram elaborados ao longo dos séculos, sempre em resposta a determinadas dificuldades ou dúvidas vividas nas Igrejas Apostólicas antigas. Um exemplo é o símbolo “Quicumque”, dito de Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria; as profissões de fé dos Concílios de Toledo, Latrão, Lião, Trento e também de certos Pontífices como a do Papa Dâmaso e do Papa Paulo VI (1968).

O Catecismo da Igreja nos diz que: "Nenhum dos símbolos das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado como ultrapassado e inútil. Eles nos ajudam a tocar e a aprofundar, hoje, a fé de sempre por meio dos diversos resumos que dela têm sido feitos" (CIC § 193).

O Papa Paulo VI achou oportuno fazer uma solene Profissão de Fé no encerramento do “Ano da Fé” de 1968. O Papa Paulo VI quis colocá-lo como um farol e uma âncora para a Igreja caminhar nos tempos difíceis que vivemos, por entre tantas falsas doutrinas e falsos profetas, que se misturam sorrateiramente como o joio no meio do trigo, mesmo dentro da Igreja.

Paulo VI falou, na época, daqueles que atentam “contra os ensinamentos da doutrina cristã”, causando “perturbação e perplexidade em muitas almas fiéis”. Preocupava o Papa as “hipóteses arbitrárias” e subjetivas que são usadas por alguns, mesmo teólogos, para uma interpretação da revelação divina, em discordância da autêntica interpretação dada pelo Magistério da Igreja.

Sabemos que é a Verdade que nos leva à salvação (cf. CIC §851). São Paulo fala da “sã doutrina da salvação” (2 Tm 4,7) e afirma que “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4); e “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3,15).

Com este artigo queremos dar início a uma série de outros doze, explicando, resumidamente, cada um dos artigos do 'Credo'.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, 
Saiba mais em Blog do Professor Felipe 
Site do autor: www.cleofas.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Você sabe qual é a sua vocação?


Jéssica Marçal
Da Redação


Canção Nova
'Toda vocação começa simples e pequena quando eu me dedico ao que Deus me pede no momento', diz padre Carlos
O mês de agosto começa amanhã. Para os católicos, este é o mês das vocações, o período de celebrar o chamado que Deus faz para cada um, convidando ao exercício da ordem ou à vida em família, por exemplo. Seja qual for a vocação, ela existe e vai sendo descoberta aos poucos.

Para o padre Carlos Alberto Victal, da Comunidade Canção Nova, a dedicação de um mês inteiro para falar sobre vocação é um trabalho vocacional da Igreja no Brasil. O objetivo é valorizar o chamado de Deus para cada um de seus filhos, em especial os batizados, que são chamados a evangelizar.

Acesse
.: Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações 2012

A cada semana deste mês, os católicos refletem sobre determinado tipo de vocação. No primeiro Domingo, celebra-se a vocação dos Ministros Ordenados (bispos, padres e diáconos). No segundo, a vocação da Vida em Família (em sintonia com a Semana Nacional da Família).

Já no terceiro domingo, a Igreja volta as atenções para a vocação da Vida Consagrada, que inclui religiosas, religiosos, leigas e leigos consagrados. No último domingo do mês, é a vez de celebrar a vocação dos Ministros Não Ordenados (todos os cristãos leigos e leigas).

“Tudo isso para valorizar o chamado que Deus faz a cada cristão, a cada batizado, a trabalhar no seu Reino para que este seja construído de forma intensa com o trabalho de cada um que dá o seu ‘sim’ a este chamado”, enfatizou padre Carlos.

O sacerdote informou que a palavra ‘vocação’ vem do latim vocare, que significa chamado. Com esse chamamento, Deus convida todos a participarem da implantação de seu Reino, cada um a seu modo. “Cada um na sua forma de vida, mas dedicando-se ao trabalho no Reino de Deus. Ou seja, eu dou o meu ‘sim’ e colaboro para a construção do Reino de Deus onde Ele me chama”.

E aqueles que têm dificuldade em descobrir qual é a sua vocação não precisam se preocupar. De acordo com padre Carlos, a vocação vai sendo descoberta conforme a pessoa vai caminhando na vida e ficando atenta ao que Deus lhe fala.

“Penso que a vocação vai construindo-se à medida que eu vou respondendo ‘sim’ aos apelos do Senhor. Hoje, Deus me pede para dar catequese, então eu dedico minha vida a isso. Depois eu vejo que isso não me basta, vejo que Deus está me pedindo mais. Toda vocação começa simples e pequena quando eu me dedico ao que Deus me pede no momento”. 

O sacerdote lembrou ainda que a melhor preparação para que se possa vivenciar bem este mês das vocações é estar atento à Palavra de Deus, ao desejo que Ele tem para cada um em especial.

“Deus vai falando, orientando através das pregações, dos retiros, das homilias que são feitas nas várias Missas dominicais e nós temos que estar atentos ao que Deus está falando. Então eu vou respondendo à Palavra do Senhor. Eu creio que, estando atento, a gente faz uma ótima preparação para valorizar o chamado de Deus, especificamente o chamado que Ele faz a cada um de maneira pessoal”.


Fonte: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Exercício da vida de oração

Pessoal, aqui vai uma tentativa de transcrição minha, de uma partilha sobre o exercicio da vida de oração, da missionário Karísia, da Comunidade Católica Shalom, no grupo de oração Ruhama.

Vamos iniciar com uma palavra que deve estar sempre em nossa mente: Filotéia, que significa amizade com Deus. Filotéia é o um anseio de quem busca a intimidade com Deus através da oração pessoal, ver crescer a amizade com Deus.
Vamos tomar como caminho de oração os ensinamentos de Santa Teresa D'Avila, que foi mestra em oração. Essa santa nos guiara na jornada para alcançarmos a determinada determinação! De buscarmos a determinação de nunca mais deixar a oração, de nunca mais deixar de ter esse encontro de coração a coração com Deus.
Santa Teresa, antes de sua conversão (vale a pena ressaltar que quem converte é Deus!), era uma carmelita relaxada! estava fora do mundo, mas o mundo não estava fora dela! Até que um dia num momento de oração foi tocada profundamente por Deus e reconheceu sua condição e pediu a graça de nunca mais deixar a oração:
"debulhada em lágrimas, prostrada diante do crucifixo, disse; “ Senhor, não me levanto do lugar onde estou,  enquanto não me concederdes a graça e fortaleza  bastantes, para não cair mais em pecado e servir-vos de todo coração, com zelo e constância"
Isso é o que devemos pedir em nossa oração, essa determinação, a fortaleza, a decisão!
Para que tenhamos uma vida de oração proveitosa e fecunda vamos aos seguintes conselhos:
  1. Temos que ter uma horário para rezar - se ainda não temos que peçamos a Deus para que Ele nos revele o horário
  2. Ter um lugar idela para rezar - um lugar que nos traga um clima de oracional, que nos permita ficar a vontade com Deus
  3. Iniciar a oração clamando o Espírito Santo - para que nos ensine a rezar, para que nos coloque em sintonia com Deus
  4. Estudo da Palavra: so conhecemos o que amamos! e Deus é revelado em sua palavra, a Bíblia.
Essa é estrutura básica que deve ter a nossa oração.



É importante que saibamos reconhecer a grandiosodade desse momento, de escuta e intimidade com Deus! Para isso temos que ter a noção que não podemos trocar Jesus por qualquer "coisa", atividade! É um compromisso real e sério! É claro que existem situações em que a sua oração poderá ser interrompida como risco de vida de alguem, prestar socorro....coisas que não podem esperar!
Outro aspecto importante de ser lembrado são as distrações! Que devemos combater com disposição e coração! Muitas vezes nos vemos perdidos em nossa oração, nos pegamos rezando pelos outros, pelo grupo, vem a nossa mente devaneios, pensamentos que nos roubam da intimidade com Deus, o nosso passado começa a ser lembrado...começamos a lembrar de tudo menos que estamos em oração! Para isso a Karisia deu uma boa dica:
  • Quando estamos dispersos, e esta dificil nos concentrar na oração, que possamos ler a Paixão de Cristo, de qualquer um dos evangelistas, depois voce volta para o seu estudo biblico, e depois voce da seguimento ao que o Espirito lhe inspirar!
  • Se lhe vem pensamento de pessoas para rezar, coisas para decidir, interceder pelo grupo: que voce possa apenas anotar num papel, para que sua mente fique livre, e ao termino da oração voce pega sua anotação e num momento de intercessao vc intercede...
  • Que não levemos "pautas" para nossa oração pessoal: tipo "Senhor hoje nos vamos discernir isso...e o meu trabalho...". Que possamos nos esvaziar para que saiamos cheios de Deus
  • Não hesitemos em usar os dons, como o de linguas...o oração pessoal é um momento meio que livre, voce faz o que o Espirito lhe inspirar: cantar, louvar, silenciar, contemplar, escutar a Deus, permitir ser amado
  • No inicio da oração  entregar as faculdades do nosso ser: memória, inteligencia, imaginação, afetividade.. para que nada nos roube de Deus
  • Se temos dificuldade em cumprir o horário peça a intercessao do seu anjo da guarda, para que lhe ajude a acordar, a estar de prontidão para rezar
  • Se Deus nos dá um discernimento, confronte com a palavra, porque tudo ja foi revelado lá...
  • Nos dias em que não queremos rezar, que não deixemos de fazer!
  • É um momento de nos humilharmos, de nos quebrarmos diante de Deus, reconhecendo o que somos, a nossa condição pecadora! É um momento de vivevnciar a misericódia de Deus
Rezemos para que assim como Santa Teresa nós tenhamos:
  • ansiedade para ir  para oração
  • oração como necessidade
  • crescer em intimidade com Deus
  • e assim chegar na união das vontades (nossa com a de Deus)
Espero que todos possam aproveitar e viver a sua oração pessoal!
Paz e bem

Em Tuas mãos
Suely Façanha

Tu vês meu coração, conheces o que sou e o que penso
E já contavas com minhas fraquezas e indecisões
A tua graça é bem maior, sustenta tudo o que em mim vacila

Minha compreensão não é essencial, essencial é o teu amor

És a direção, és o sentido e segurança
A tua vontade é o meu lugar, em ti posso confiar

Vou esperar até o fim se tu inflamas meu coração
Livre esta rei, pra sempre te amarei
Quero estar em tuas mãos



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Testemunhas da alegria


Tati
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Quando São Paulo se encontrou com Jesus sua vida se transformou totalmente. O apóstolo tinha tudo e, ao mesmo tempo, nada. Seus bens, seu reconhecimento e seu poder de nada valeram enquanto ele esteve longe do Senhor.

Paulo trocou tudo para anunciar o Evangelho àqueles que precisavam ouvi-lo. Ele deixou tudo o que tinha para servir a Deus e só assim conseguiu experimentar a verdadeira felicidade.

O jovem de hoje tem sede de buscar aquilo que quer, mas, infelizmente, nem sempre o faz nos lugares certos. Sou consagrada a Deus na Comunidade Bethânia; há dez anos ajudo a acolher jovens que se perderam pelo caminho.

Será que você também tem buscado a alegria nos lugares errados? Muitas vezes, queremos caminhar, mas não nos decidimos se queremos ser de Deus ou do "encardido", como dizia o saudoso padre Léo.

O mundo imediatista nos oferece o consumismo, o prazer e a vida fácil. Enquanto Jesus nos faz apenas uma proposta, nos apresenta apenas um caminho: a santidade. Mas Ele não pode nem quer obrigá-lo a nada. Você precisa fazer suas escolhas, seja nas amizades, seja no namoro, na vida profissional ou doando totalmente sua vida a Ele.

É muito mais fácil pensarmos que não temos jeito do que lutar para sair do buraco onde estamos. Deus não olha para suas quedas, mas para as vezes em que você se levanta e continua em busca da santidade.

Somos reflexos das escolhas que fazemos durante toda a nossa história. Reclamamos do nosso presente, mas nos esquecemos de que tudo o que foi semeado no passado. Paulo era perseguidor de Jesus e dos Seus discípulos, mas ele se permitiu ser tocado por Deus e, a partir desse momento, passou a ser um amigo de Cristo.


"Faça sua escolha por Deus", aconselha Tati
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Não tenha medo de entregar o coração para Jesus e dizer: “Senhor, o que tu queres de mim?”. A vontade de Deus é o melhor para você, pois é nela que você encontrará a verdadeira alegria.

Quando deixarmos para trás nossos sonhos e nossas vontades para cuidar das coisas de Deus, Ele cuidadará das nossas coisas.


As pessoas nos questionam quando optamos por Jesus, porque, ao sermos tocados por Ele nossa vida é revolucionada. Passamos por grandes mudanças que podem ser vistas aos olhos de todos.

Peça a Deus a graça de perder tudo se preciso for, mas que nada nem ninguém seja capaz de roubar a sua verdadeira alegria, aquela que você não encontra no namoro, no dinheiro, nas festas, em nada deste mundo. A fonte da verdadeira alegria de todo cristão é uma só: Deus.
 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

--------------------------------------------------------------

Tati
Comunidade Bethania
 
Sugestão: Stephanie
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Santa Joana d'Arc - 30 de maio

Em comemoração a festa de nossa padroeira (30 de maio), vale a pena recordar a história e manter viva a memória de Santa Joana d'Arc.



Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412. Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas.

Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância , depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana.

A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França. A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto.

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus.

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão.

Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como "feiticeira, blasfema e herética". Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo. Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc, mártir da pátria e da fé.

Santa Joana d'Arc, rogai por nós!
Paz e bem!

fonte: Paulinas

terça-feira, 1 de maio de 2012

Formação: Posso me afastar de quem me prejudica?


Preste atenção para não se confundir! Conviver e conhecer as pessoas é uma tarefa superdesafiante e por demais exigente, não é mesmo? Isso requer tempo, paciência, exercício de amor e perdão.

Coisa difícil de entender é quando chega a hora de tomar alguma distância quando as circunstâncias ficam mais difíceis ainda!

Mas, eu devo, ou posso, me afastar das pessoas? Sim, e depende do que você objetiva com isso. Eu compreendo que, às vezes, é preciso tomar certa distância para que possamos enxergar melhor. Entendeu?

Existem momentos em que é preciso aprender a dar tempo para si e para as pessoas, de forma que algumas situações sejam esclarecidas e, principalmente, para que você consiga enxergá-las melhor!

Para isso, é preciso tomar distância, sim! Você compreendeu? Por favor, não tenha medo de fazer isso quando achar necessário!

Ricardo Sá

fonte: Canção Nova em 01/05/2012

sábado, 14 de abril de 2012

A CURA DA AFETIVIDADE

Por: Emmir Nogueira (Co-fundadora da Comunidade Católica Shalom)

Começaremos hoje falando sobre afetividade. Ontem nós vimos que o homem é um ser necessitado e por isso se abre para a graça de Deus, o homem que não se conhece, que não se reconhece como ser necessitado, vive na mentira. Nossa humanidade tem limites, nós não viveremos para sempre, nós não somos deuses e por isso é crucial que reconheçamos que somos limitados e precisamos de Deus.
Ser homem ou mulher é um presente de Deus. É presente de Deus termos uma sexualidade, e por isso trazemos em si uma vontade de Deus e fazer vontade de Deus, precisamos ser plenos na realização da vontade de Deus. A afetividade traz este nome porque ela afeta tudo. Afetividade é a maneira de nos relacionarmos com o que esta dentro de nós e com o que esta fora de nós.
Os nossos relacionamentos com a família, com os amigos, com as roupas, com aquilo que esta ao nosso redor, tudo isso afeta a nossa afetividade. As vezes não entendemos bem e pensamos que a sexualidade esta na afetividade, não! A afetividade afeta a sexualidade, pois problemas na afetividade afetam nossa identidade.
Quais são as gavetas da nossa afetividade? A gaveta mais baixa da nossa afetividade é o humor, humor como estado de espírito. O humor é considerado o estado de base da afetividade. Muitos de nós mudamos de estado de humor muitas vezes durante um dia, infelizmente isso acontece, e acontece porque temos problemas em nossa afetividade.
Há pessoas que sempre estão de bom humor, sempre sorriem, sempre promovem a unidade, onde elas chegam alegram o ambiente, mas também tem gente que está sempre de mau humor e estas pessoas são aquelas negativas, insuportáveis, onde elas chegam o ambiente fica pesado, esta pessoa precisa crescer em sua afetividade.
Há pessoas que andam de cara feia , estas são as pessoas que desejam dizer: “me olhem, me vejam, eu não estou bem”, cara feia é um grito de socorro. A segunda gaveta é a da emoção, a emoção é um fenômeno passageiro, algo acontece que afeta a pessoa naquele momento, seja ouvindo uma música, seja vendo um fato acontecer. A emoção vem e vai e as vezes nem nos lembramos dela e isso significa que nenhuma decisão da minha vida deve ser tomada de acordo com meu humor ou com minhas emoções.
Nunca peça para ninguém fazer um trabalho muito difícil quando a pessoa estiver cansada, pois o humor de base desta pessoa não esta preparado. Tudo isso nos ajuda a nos relacionarmos com as pessoas, por isso é preciso que percebamos o humor e as emoções das pessoas. Se você esta com uma enxaqueca e uma pessoa te pede para resolver um problema você poderá responder a esse pedido de forma negativa.
Eu não posso dizer que meu humor e minhas emoções são bons ou ruins, pois são uma característica da minha identidade, mas eu posso controlá-los, o que faço com meu humor e com minhas emoções depende do meu amor a Deus, do meu amor a mim e ao meu irmão. É preciso em um momento de humor e emoções abaladas responder às pessoas de maneira evangélica e Deus nos dá a graça de fazer isso. Você não foi feito para reagir segundo seu humor e suas emoções, mas segundo a caridade.
A terceira gaveta é a dos sentimentos e eles estão sempre ligados aos valores. Por exemplo, o valor da justiça, da verdade, da pureza, os sentimentos estão ligados a estes valores, o contra valor da desonestidade os sentimentos estão ligados também aos contra valores. Nós reagimos segundo os sentimentos que estão ligados a determinados valores.
“O humor é considerado o estado de base da afetividade”, diz Emmir Nogueira
Algumas pessoas foram educadas a fugir e quando estiverem de cabeça cheia irão fugir, pois o sentimento delas está ligado ao valor da fuga, por isso é importante a educação dos valores, em uma comunidade é importante que os valores estejam claros, pois os sentimentos estarão ligados a estes valores. A quarta gaveta é a do afeto, assim como os sentimentos se ligam aos valores, os afetos se ligam a idéias. Se você fechar os olhos e eu dizer palavras como beber, pai, terrorismo, Jesus, cada uma destas palavras lhe despertarão afetos diferentes, os afetos estão ligados a um conceito, a uma idéia.


Entre duas pessoas as mesmas palavras terão relações afetivas diferentes, por isso nossas famílias, a sociedade, a comunidade, precisam ter valores e conceitos claros, valores e conceitos evangélicos. Em julho de 2014 teremos a copa e como estará as emoções, o humor, os afetos do brasileiro? Tudo isso estará aberto para receber qualquer idéia, mesmo sendo má, que se apresente, e por isso muita gente que sabe disso se aproveita desta situação, usam os meios de comunicação para nos passarem idéias que até vão contra nossos valores e nós aceitamos facilmente se não estivermos atentos.
A última gaveta é a das paixões, ela também não é boa e nem má, o que é bom ou mau é o que fazemos com elas. Einstein passava tantas horas estudando que a sua esposa brigava com ele, mas essa sua paixão nos trouxe boas descobertas. As paixões são como uma bigorna, a gaveta das paixões é a mais alta do armário, a gaveta da identidade é a que segura toda a estrutura deste armário de gavetas e a gaveta das paixões com essa bigorna se torna pesada e pode fazer desmoronar todo o armário, pois esta sobre todas as outras gavetas.
As paixões devem nos levar as virtudes, devo ser apaixonado pelo Evangelho e viver bem esta paixão. As paixões influenciam nosso humor, nossas emoções, nossa afetividade, influenciam tudo. Os estudiosos dizem que as paixões tem o poder de nos levar para o bem e para o mal. Deus me criou e me deu a graça do batismo e me criou homem ou mulher e nisto Ele demonstra sua vontade sobre minha sexualidade. Deus me criou para um carisma, para um estado de vida específico e isso para mim, porque é vontade de Deus deve se tornar um valor. Eu ser batizado como filho de Deus, por exemplo, deve ser um valor.
Os meus sentimentos estão ligados a estes valores que são vontade de Deus para mim e quando vivo isso começo a querer conhecer melhor a vontade de Deus para minha vida e começo a buscar a vontade de Deus e meus afetos se ligam aos conceitos expressos pela vontade de Deus.
Como meus afetos estão ligados da filiação divina e tudo que ela representa para mim, o meu ser inteiro se envolve e se deixa envolver e se apaixona pela vontade de Deus, o que acontece então é uma reestruturação dos conceitos para mim, não ajo mais como a carne pede e me impulsiona, mas como aquilo que é vontade de Deus.
“A cura interior não é para me ajudar a me centralizar sobre mim”, diz Emmir
O cristão que é cristão de verdade percebe que é um apaixonado pelo martírio, ele nasceu para morrer de amor, então não vive reclamando do que lhe acontece de ruim. Quando eu me deixo mover por uma destas áreas da minha identidade, quando uma se sobrepõe sobre as outras eu começo a me curvar sobre mim mesmo, o que interessa é o meu umbigo, busco somente aquilo que eu quero ser ou ter e deixo as vontade de Deus de lado.
Se eu viver sobre meus afetos, meus sentimentos, minhas emoções, meu humor, eu viverei só para mim. Se minha identidade é uma confusão, e minha afetividade esta de cabeça para baixo, eu serei uma pessoa débil em minha auto-identidade. A cura interior não é para me ajudar a me centralizar sobre mim, é para me ajudar a ficar de pé, enxergando a verdade, Deus nos cura para que sejamos santos. Cura interior é Jesus dizendo: “Levanta-te e anda, eu quero ajeitar tua afetividade que está de cabeça para baixo, eu quero te libertar de ti mesmo, eu te criei para que você tenha controle de suas emoções, seus afetos e suas emoções, eu não te criei para sua identidade ser amarrada e escravizada, não te criei para ser levado por teus sentimentos, mas para ter o domínio sobre eles e sobre suas paixões.”
Uma vez perguntei a um Bispo, porque é que Jesus curou aquele paralítico que os amigos trouxeram em uma padiola e mesmo o homem curado, andando, Jesus pede para que ele leve a sua padiola para casa e o Bispo me respondeu: “Eu também já pensei sobre isso e cheguei a conclusão que Jesus mandou que ele levasse a maca para casa porque Jesus fez a sua parte, mas é preciso que a pessoa faça um caminho de santificação a partir da sua fraqueza, dos seus limites para alcançar a sua santificação.”Quando baixamos a guarda da afetividade, nos tornamos escravos e paralíticos dela!
Vou falar um pouco também sobre co-dependência afetiva, e o que é isso? É uma armadilha que nos faz depender de forma errada de uma outra pessoa. Há pessoas que vivem assim, e quando determinada pessoa não esta na festa, na igreja, enfim no mesmo lugar que ela, acaba ficando triste, ou não tem opinião própria, gosta das coisas que a outra pessoa gosta, a pessoa se torna o centro da vida da outra. É o famoso grude! E o que isso provoca? O fim da minha vida acaba não sendo Deus, as energias da minha vida, dos meus afetos, dos meus sentimentos, não vão para Deus mas vão para aquela pessoa, isso acontece entre amigos, mas também acontece entre casais.
A co-dependência afetiva dentro de uma comunidade é a maior traição a Deus que o demônio consegue fazer, porque você doou sua vida a Jesus, mas agora está dependendo de uma outra pessoa para ser feliz. Ninguém depende de outra pessoa para ser feliz! Para ser feliz eu preciso ser dependente de Deus, para ser feliz eu preciso dar-me a todos os meus irmãos, mas não me deixar escravizar afetivamente por eles.
A amizade é um dom de Deus, quando autentica é libertadora e não faz uma pessoa depender da outra, pelo contrário leva as duas pessoas a dependerem de Deus e quanto mais elas dependem de Deus mais elas são livres, mais elas são curadas. Algumas das características da co-dependência, uma delas é quando os outros precisam tomar decisões importantes que caberiam a mim tomar. Há pessoas que saem de uma comunidade, que acabam com a família por conta desta co-dependência afetiva.
Outra característica da co-dependência afetiva é que a pessoa precisa de constante reafirmação de outras pessoas. A pessoa precisa de elogios, é uma pobre coitada dependente da opinião dos outros, como esta pessoa viverá o Evangelho se ela é dependente do outro? Mais uma característica é se alguém não se mostra alegre comigo eu já acho que aquela pessoa não gosta de mim. As vezes acontece de você ficar esperando que as pessoas te notem, mesmo quando aquelas pessoas estão atarefadas e não podem te dar a atenção que você deseja. Você não pode ser dependente ao ponto de ser feliz somente se aquela pessoa te der um sorriso ou falar com você.
Jesus foi cuspido, maltratado, injuriado, crucificado e em nenhum momento ficou buscando a consolação das pessoas. Outra característica terrível e quando a pessoa nunca diz não, pois tem medo de que as pessoas não gostem dela, uma co-dependência afetiva nos desvia de Deus e nos faz usar o outro para nos sentirmos amados.
Certa vez atendi um casal que tinha perdido um filho e pediram que eu rezasse por eles, conversando com eles descobri que o rapaz era co-dependente da mãe, em tudo a mãe tinha que dizer a ele o que fazer, como fazer, e ele era um rapaz altamente qualificado, mas não conseguia ir bem, já tinha perdido vários empregos. Acompanhando este casal, o rapaz mesmo se deu conta de que ele devia mudar de cidade, ir para longe de sua mãe, pois em tudo ele ainda, mesmo casado, dependia da mãe. Mudaram-se e hoje este casal vive bem e estão grávidos de um terceiro filho.
Eu dizia para Jesus um dia destes:“Jesus tu morreu por nós, tu destes a nós o batismo e porque o Senhor deixa em nós o desejo do poder, do prazer, porque o Senhor nos deixa ter estas concupiscências, porque?”, e quando saiu o Catecismo eu entendi, foi para que nós provássemos o nosso amor que ainda trazemos em nós as concupiscências. Quando provamos o amor pelo irmão? Quando ele precisa! O amor se prova em ações! Quando concretamente luto contra minhas tendências e limites para fazer a vontade de Deus é que provo que de fato eu O amo.
Existem pessoas que vêem uma liquidação e logo correm para comprar algo, elas tem muitos sapatos, mas sempre estão comprando mais, este desejo exacerbado de possuir as coisas as destrói. Como esta pessoa vai vencer esta mania de ter? Ela vai transformar esta mania de ter em uma escada para o céu. Devemos matar a vontade desenfreada de comprar e provar que amo a Jesus, a gente prova o amor a Jesus no que é fácil e no que é difícil, quanto mais difícil for subir os degraus da escada que nos leva ao céu, mais provaremos o amor a Jesus.
Há aquelas que se cuidam por uma beleza exterior exagerada e trazem raiva de pessoas dentro de si, porque acha que deve ser melhor que as outras. Não é fácil conviver com pessoas assim! Se esta pessoa se esvazia de si e resolve amar aqueles a quem ela trazia um sentimento de raiva, ela precisa se determinar em amar as pessoas, ela precisa usar o horror das pessoas, a inveja, o ciume que ela tem dos outros e transformá-lo em virtude.
Mas se esta pessoa tentar transformar todas os seus limites em virtudes sozinha, ela não conseguirá, pois a escada de santidade não se sobe com as próprias forças, é impossível transformar vícios em virtude sem a graça de Deus. Esta pessoa se deparando com o desejo de amar, de perdoar, mas querendo fazer com suas próprias forças, precisa reconhecer que não conseguirá e deve clamar a Deus por sua graça. Ninguém é capaz de fazer mal algum a nós, a não ser nós mesmos.
“Ninguém é capaz de fazer mal algum a nós, a não ser nós mesmos”, diz Emmir
É preciso de uma vida de santidade e a santidade vem pela decisão da minha vontade, Deus me dá toda a graça atual que eu necessite para ser santo. São João da Cruz diz: “A porta estreita é Jesus, entrar pela porta estreita muitos entram quando se decidem por Jesus, mas depois da porta estreita existe o caminho estreito”. O caminho estreito pode significar provação, noite escura, noite do espírito, mas amar Jesus significa estar disposto a passar pela porta estreita que é o próprio Jesus e ir até a cruz e ressuscitar. O segredo da santidade, a verdadeira cura interior acontece quando por amor a Jesus eu me decido superar tudo, os traumas me atrapalharão, nossa identidade confusa vai nos atrapalhar, mas porque eu me decido por Jesus, eu alcanço a santidade.
São João da Cruz fala das faculdades, em especial duas, o entendimento e a memória, e ele diz que somos livres e preciso contar sempre com a luz do Espírito e a luz da minha inteligência para ter domínio sobre minhas vontades, eu preciso recorrer a graça de Jesus para orientar o meu ser inteiro para a vontade de Deus. A afetividade é um dom e todo santo é curado no seu interior, mas o pecado é que deixa nossa afetividade biruta.
É muito fácil e muito pagão eu jogar a culpa do meu sofrimento sobre o outro, ninguém tem o poder de te fazer sofrer, só você pode fazer isso acontecer. Quando você vai se conhecendo melhor, suas fraquezas, seus limites, quando você vai dizendo não para suas vontades e sim para a vontade de Deus, principalmente quando isso te faz sofrer e dói muito, sua afetividade vai sendo ordenada para amor. A conseqüência é que a vontade de Deus, a sua verdadeira identidade, aquilo que Deus pensa sobre você vai se tornando real e você não mais terá conflitos.
A medida que sua afetividade se volta para Deus também sua identidade se volta para Deus. Quando eu começo a ficar livre do que me dá prazer, me torno um filho de Deus equilibrado, sem conflitos, forte, me torno santo porque a minha vontade se une a vontade de Deus. Através da escada que subo por amor a Deus o meu amor se une ao amor de Deus. E diz São João da Cruz: “Deus e eu somos um!”, Deus cumpre o seu desígnio de me santificar, de submeter-me à sua vontade, de fazer-me um homem santo como Ele me criou.
 

quinta-feira, 29 de março de 2012

O que será que me falta?



Hoje, eu me arrisco em dizer que lhe falta "demorar" na oração. Não sei se você já refletiu sobre isso, mas é preciso fazê-lo, pois a Palavra de Deus nos garante que tudo é possível ao que crê.

Dirijo-me, especialmente, a quem vive na luta por manter uma vida de oração, da maneira como Deus lhe inspira viver. Penso que, acima de tudo, é hora de "demorar" na oração; estar um pouco mais com Deus e treinar o coração para aprender a ouvi-Lo, das circunstâncias mais simples às mais complexas.

"Demorar" com Deus, domar a pressa, saber silenciar o coração, ficar um pouquinho mais na capela, em oração...

Deus abençoe você!
Ricardo Sá

fonte:  Canção Nova - Mensagem Ricardo Sá em 29/03/2012 

terça-feira, 6 de março de 2012

Perca-se tudo, mas não se perca a paz de coração


A primeira virtude do guerreiro deve ser a paz de coração, não podemos perdê-la por nada! Existem muitos problemas: desemprego, falta de dinheiro, dificuldades com os pais, com os filhos, consumo de drogas, bebidas, doenças… Mas nada disso pode tirar nossa paz. O Senhor nos diz: “Se Deus é por nós. Quem será contra nós?” (Romanos 8,31b). Ele quer nos convencer: Ele mesmo está no controle de tudo. A tempestade está enorme, o vento é impetuoso, mas Jesus está no “barco”. Mesmo que pareça estar dormindo, Ele está no controle de todos os acontecimentos de nossa vida, por isso, nos diz que nada pode tirar nossa paz.

"O demônio faz de tudo para roubar a paz de nosso coração", alerta monsenhor Jonas


É na paz e na serenidade que vamos receber a força e a sabedoria de Deus para enfrentarmos os grandes problemas. O “barquinho” mexe e remexe, mas você não precisa perder a paz por causa dos problemas. O diabo é mestre em aumentar as coisas. Ele abusa de nossa sensibilidade, gosta de dramatizar as coisas e fazer “tempestade num copo d'água”, incentivando-nos a perder a paz. Mas confie: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Romanos 8,35a). Nada! Pois é o amor de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos sustenta.

Assim como Deus quer a paz de nosso coração, o maligno tenta destruí-la, por saber que nela habita o Espírito de Deus. O demônio faz de tudo para roubar a paz de nosso interior. E você precisa fazer de tudo para não perdê-la; e, quando perdê-la, readquiri-la logo, imediatamente. 

O guerreiro não pode perder a paz do coração: ela é sua principal arma de defesa e de ataque. No momento em que você a perder e quando os acontecimentos fizerem seu “barco” balançar, grite por socorro! Se você estiver se afogando, estenda a mão, grite, chame pelo Senhor. Tenha certeza de que Deus virá em seu socorro e lhe devolverá a paz. Porque você é guerreiro do Senhor, Ele virá em seu socorro.

No entanto, na hora da provação, fazemos o contrário: nos jogamos mais ainda na perturbação, nos inquietamos e nos desesperamos. Mas é na paz de nosso coração que está o Espírito Santo. É Ele quem nos dá força.

Se você se apegar a Deus, mesmo na tempestade, você estará em paz, e a força do Altíssimo vai imperar no sofrimento.

A grande arma de que precisamos é a vigilância. Não deixe que o diabo continue a trazer veneno para sua vida. Nós temos de ser sentinelas à porta do “formigueiro” para que não entre nada de mau, nada de venenoso. Peça a luz de Deus e fique de sentinela à porta de seu coração conferindo tudo. Não deixe entrar nada que seja nocivo. Só “o bom” pode penetrar e permanecer em seu interior. Esteja vigilante! De modo especial, não deixe de passar pela inspeção as coisas novas que surgem em sua vida: um amor novo, um trabalho, um apostolado... qualquer coisa nova que entre em sua vida. Não vá pelo primeiro impulso, seja ele de entusiasmo ou medo: passe tudo pela inspeção do Espírito Santo, na oração e na escuta.

Não permita mais que o maligno continue levando veneno para dentro de você. Não seja mais ingênuo.

Peça isto ao Senhor: "Obrigado, Senhor, porque me chamou a ser guerreiro. Reconheço: já fui enganado demais. Não posso mais ser ingênuo. Vou passar tudo pela Sua inspeção. Nada que seja envenenado entre em meu coração. Dê-me, Senhor, a visão espiritual. Dê-me discernimento. Faça-me vigilante, Senhor. Faça-me sentinela. Sou um guerreiro! Não posso permitir que o inimigo coloque veneno dentro de mim. Vou inspecionar tudo pela luz do Teu Espírito, pela visão espiritual, pelo discernimento. Obrigado, Senhor, porque entendi que posso viver na paz. 'Nada me perturbe, nada me amedronte, tudo passa, só Deus não muda. A paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta. Só Deus basta!' Amém".

A paz do coração é a arma dos valentes guerreiros. Perca-se tudo, mas não se perca a paz.


Trecho do livro “Combatentes na provação”, de monsenhor Jonas Abib
Fonte: Canção Nova em 05/03/2012
Sugestão: Stephanie

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que as coisas se complicam tanto?


Nada está fácil para ninguém, não é mesmo? Entretanto, é bem possível que você esteja deixando para depois o que é o mais importante: a oração! Sinceramente, não me refiro simplesmente à participação da Santa Missa, à oração do terço ou à leitura da Sagrada Escritura, coisas básicas para a vida cristã. Refiro-me ao tempo em que a gente investe na oração pessoal, isto é, àquela forma de oração que nos faz capazes de escutar a Deus e de ser vistos por Ele. Falo da oração que nos concede tempo com o Senhor para que recebamos luz, discernimento, paz e força.

Quando não rezamos assim - eu garanto - tudo é sempre mais complicado!


27/02/2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Formação: Por que jejuar na Quaresma?

Imagem de Destaque


O homem só será livre quando seu corpo estiver submetido à alma

 O jejum nos proporciona a renovação da fé, dá forças a nossa alma e nosso corpo. Isto para vencermos os inimigos em nós mesmos e contermos os apelos da gula. Só assim podemos vencer os adversários e os combates usando o remédio do jejum. 

A prática deste concede de Deus os auxílios divinos para derrotarmos os adversários carnais e, principalmente, os espirituais. 

Sabendo que com a graça de Deus não vão prevalecer sobre nós os inimigos e nem podem permanecer em nós. 

Precisamos combater com o jejum os desejos da carne que são contrários do espírito. (cf. Gl 5, 17).
Ao jejuar, o espírito é submetido ao seu Senhor, ao Soberano que o remete para os prazeres e dons espirituais (celestes), assim sendo capazes de desprezar as provocações terrenas juntamente com seus desejos. Não permitindo que o pecado reine em seu corpo mortal. 

Pois o homem só será livre quando seu corpo estiver submetido à alma, como seu juiz e a alma governada por Deus como seu superior. 

“Não existe nenhuma obra de virtude sem a experiência da tentação, nenhuma fé sem provação, nenhum combate sem inimigos, nenhuma vitória sem compromisso” (São Leão Magno).

A nossa vida sempre passará por esta via, a via da provação e do combate.

Mortifiquemos o homem exterior para que o interior seja restaurado. Precisamos buscar grandes progressos espirituais. Devemos sair da superficialidade de nossa vida espiritual e crescermos espiritualmente. Sair do "alimento líquido" para o "sólido". É hora de fechar as brechas de nossas almas para que o mal não faça parte de nossa vida. E de redobrarmos a prudência e a cautela.

Pe. Reinaldo Cazumba
Com. Canção Nova

Fonte: Formações - Canção Nova

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como estar unido a Deus durante toda a noite?



Minha mãe dizia que ela e meu pai nunca dormiram brigados. Quando brigavam e iam deitar, eles nunca conseguiam dormir e um tinha de ter a coragem de perguntar: “Bem, você está acordado?” O outro respondia, meio enfezado, que "sim", e acabavam pedindo desculpas um ao outro. Em sua simplicidade, minha mãe dizia: "Quando a gente dorme brigado, o diabo dorme no meio".

Se não nos reconciliamos, no dia seguinte a briga "acorda" maior. Da mesma forma acontece em nossa mente e em nosso coração quando assistimos a programas ou vídeos pornográficos ou ouvimos músicas com apelo sensual e vamos dormir. É por meio dessas coisas que o diabo povoa nossa imaginação e nossos sentimentos, corroendo nossa alma. Por isso, não podemos fazer essas coisas e ir para a cama como se nada tivesse acontecido.

Por outro lado, quando rezamos, lemos a Bíblia e buscamos estar em comunhão com Deus, tenhamos a certeza de que os anjos estão conosco! Eles povoam e invadem nossa casa, nosso coração, nosso espírito e nossa mente também.

Existe uma maneira de ficar unido a Deus durante a noite inteira: deite-se com Deus, reze na cama, antes de dormir. É como se você passasse a noite de mãos dadas com o Senhor. Assim como fica toda a tentação dentro de nós quando deixamos uma brecha para o diabo, assim, a realidade do Pai, Filho e Espírito Santo também “dorme” unida a nós.

Quando rezamos o terço à noite, já deitados, às vezes acordamos durante o sono ainda com a Ave-Maria na cabeça. Estamos, então, unidos aos céus mesmo durante a noite. Nossa Senhora fala, em alguma de suas aparições, que quando nós rezamos o terço e acabamos adormecendo, os anjos continuam rezando por nós. Você dorme com os anjos, ao lado de Nossa Senhora e de Deus e o céu está com você.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Anjos, companheiros no dia a dia" de monsenhor Jonas Abib)
 
15/02/2012
Fonte: Canção Nova Mensagem do Dia - Pe Jonas
Sugestão: Stephanie

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Igreja e o mundo atual: Perguntas “óbvias e esperadas” com respostas sábias e contundentes. IMPERDÍVEL!

Entrevista concedida ao jornalista Romero Vieira Belo, de “O Jornal” pelo  Cônego Henrique, hoje Bispo Dom Henrique, da diocese de Aracaju, Sergipe.
***
Baseada em quê a Igreja condena o homossexualismo?
Primeiro, é necessário distinguir homossexualidade e homossexuais.
A Igreja, fundada na Escritura, sempre ensinou que o plano de Deus para a sexualidade humana é a complementaridade homem-mulher: “Homem e mulher ele os criou!” A relação homoerótica não é de acordo com o plano de Deus. No entanto, a Igreja também ensina que nenhum de nós é mais aquele ser humano que Deus pensara desde o início: somos todos meio desfigurados pelo pecado do mundo; todos temos tendências que nos desfiguram. Ora, na visão cristã, o homoerotismo é uma deturpação do projeto de Deus para a sexualidade. No entanto, as pessoas homossexuais não têm culpa de terem essa tendência e devem ser tratadas com respeito e caridade. No entanto, jamais a Igreja poderá dizer que a relação homossexual é um ideal ou que tanto faz uma relação homo ou heterossexual. Realmente, a Escritura fecha essa possibilidade! Dizer o contrário seria ser fiel à onda atual, mas infiel ao Cristo e ao seu Evangelho.
Ao pregar que o sexo é só para procriação, a Igreja não se distancia da realidade, já que a sociedade hoje vê a relação sexual até como diversão?
A Igreja não prega isso!
O ato sexual é, primeiramente, uma celebração do amor entre um homem e uma mulher que se amam e se deram na construção de uma vida, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se todos os dias” dessa vida comum… A procriação é somente a segunda finalidade do ato sexual, mas não é essencial.
Um casal que já não possa ter filhos, pode e deve continuar tendo uma vida sexual ativa, e uma vida prazerosa, onde o amor é vivido como mistério de carinho, intimidade e sedução. Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não tem horror à sexualidade! Quem duvidar, compre um manual de moral católica e leia! O que a Igreja não pode é concordar com a banalização da sexualidade instaurada no mundo de hoje. Aliás, ninguém sério e que tenha um pouco de profundidade existencial pode concordar com isso que está aí…
Faz sentido, a essa altura, desestimular o uso da camisinha, expondo os jovens ao contágio da aids e outras DSTs?
A pergunta é simplista demais; é falaciosa.
Primeiro: o que a Igreja recrimina é um programa de educação sexual que se fundamenta simplesmente no “use camisinha”. Isso não é sério! No fundo, a mensagem termina sendo: “Chegou o Carnaval, chegou o Natal, chegou o São João, faça sexo! Tudo é permitido, desde que você use camisinha!” É o programa de banalização sexual do governo.
Ora, isso não é admissível! É preciso falar de sexo e dizer a essa juventude que sexo tem a ver com amor, com responsabilidade, com doação, com valores, com um projeto de vida! Nesse contexto é admissível falar de preservativo, pois nem todos são cristãos e nem todos são castos.
Em segundo lugar: para um cristão, o ideal continua sendo a castidade, isto é, a vida sexual somente no casamento. O sexo fora do casamento foi, é e continuará sendo pecado – esse é o ensinamento do Evangelho e nem a Igreja nem ninguém pode mudar isso! Um discípulo de Cristo que lhe queira ser fiel deve evitar relações fora do matrimônio, com ou sem camisinha.
Fora do casamento, usar camisinha ou não, não faz diferença nenhuma do ponto de vista da fé: é pecado do mesmo jeito. E aí, é melhor usar o famoso preservativo. Fora do casamento, ter relação com camisinha é pecado; ter sem camisinha é pecado e burrice…
A crise sacerdotal não poderia ser superada ou atenuada com o fim do celibato?
Primeiro, graças a Deus, o Brasil nunca teve tantos seminaristas como agora. Só no ano passado tivemos sete ordenações diaconais de uma só vez. Isso só ocorreu aqui em Maceió em 1941. Temos poucos padres porque no Brasil sempre foi assim. Agora é que estamos melhorando. Em segundo lugar, no Oriente, onde os padres católicos podem casar-se, há também crise de vocações. A questão não é de facilidades, mas fidelidade e amor a Jesus, que nos tornam capaz de dar a vida a ele e por ele!
Por que a Igreja defende tanto o celibato, se a Bíblia não contém nenhuma objeção ao casamento de padres?
Realmente, o celibato é apenas um conselho. No entanto, desde o princípio, a Igreja viu nele um valor, um sinal de que não temos aqui na terra morada permanente e também um sinal de entrega indivisa e total a Cristo e à sua missão. É bom recordar que o Cristo foi celibatário, São Paulo também o foi e o recomenda.
Já no Novo Testamento, os ministros ordenados podiam casar-se, mas, ficando viúvos, não poderiam se casar uma segunda vez: deviam ser esposos de uma só mulher. No entanto, a Igreja no Ocidente pode, um dia, mudar a obrigatoriedade do celibato. Como já disse, no Oriente, ele só é obrigatório para os Bispos…
A clonagem viola as leis da natureza, mesmo se o emprego da técnica ficar restrito a animais?
De modo algum. A clonagem de animais ou plantas, com fins científicos justificáveis, é perfeitamente aceitável. O que é imoral é a clonagem humana.
Em casos extremos, como os de crianças nascidas sem cérebro, deve-se recorrer à eutanásia?
Não. Não compete a nós decidir quem deve viver e morrer. Não somos Deus! Uma coisa é a morte como decorrência natural de uma condição deficiente de saúde e outra, bem diferente, é a morte provocada por antecipação em decorrência de convicções ideológicas. Para Hitler, os judeus deveriam morrer porque eram uma raça maligna, os deficientes mentais também. Agora, na Holanda, já se começa a assassinar recém-nascidos com doenças graves. É uma barbárie assassina! Ou a vida humana é sempre humana e deve ser preservada ou estamos abrindo as portas do inferno!
Imaginem quando se decidir matar crianças pobres porque não darão lucro ao sistema ou matar velhinhos porque dão prejuízo à previdência! É este o pecado original do homem: querer ser o seu Deus, querer decidir de modo contrário a Deus o que é bem e o que é mal… Sempre terminamos quebrando a cara!
Para a Igreja, quando começa a vida?
No momento da concepção.
A Igreja teria como definir a vida, do ponto de vista material?
Essa é uma discussão que envolve também cientistas e filósofos. Um erro grave da sociedade atual é achar que a ciência sabe tudo e pode tudo. Definir o que é a vida nunca será tarefa somente da ciência enquanto técnica, mas também da religião e da filosofia. No caso da vida humana, ela é aquela situação que nos constitui como um ser que possui um dinamismo vital autônomo e um patrimônio genético próprio. É uma definição bem precária, essa que estou dando, mas que serve bem para ilustrar por que não se pode brincar com a vida humana, mesmo no ventre materno: o embrião é já uma vida autônoma, não é um órgão da mãe; e já tem suas características genéticas próprias.
O uso de células-tronco pode salvar vidas, curar enfermos. Por que a Igreja é contra?
A pergunta não reflete a realidade. A Igreja é a favor da pesquisa com células-tronco e aplaude tais pesquisas. Ela é contra a pesquisa com células-tronco de embriões humanos, porque os mata. Os embriões já são seres humanos! Assassinar seres humanos é imoral, é crime sempre e em qualquer fase da existência.
Salvar vidas de uns matando outros é imoral! Eu posso dar minha vida por outra pessoa, mas ninguém pode me matar, tirar minha vida contra minha vontade, para salvar outro alguém! A experiência com células-tronco embrionárias é a vitória da razão assassina, da razão atéia, da razão imoral!
Como reagiria a comunidade católica se o papa fosse curado com o uso de células-tronco?
Com o uso de células-tronco adultas, ficaríamos muito contentes e agradecidos a Deus pelo bom uso que o homem faz de sua inteligência. Com o uso de células-tronco embrionárias, seria inaceitável. Não se pode querer ser feliz a qualquer preço! O fim não justifica os meios! O Papa é um homem de princípios, uma verdadeira testemunha do Evangelho da vida!
A Igreja mantém sua posição contrária ao aborto, mesmo em casos de estupro?
Sim. É muito fácil resolver o problema matando o mais fraco.
Sabemos que a experiência de estupro é traumática. Mas, isso não justifica moralmente matar a criança. A atitude correta seria ajudar a mãe a ter seu filhinho e, se ela não quer criá-lo, providenciar imediatamente uma adoção.
A Igreja parece se opor aos avanços da ciência. Deus impôs limites ao homem? Isso está escrito em algum trecho da Bíblia?
De modo algum a Igreja se opõe à ciência. Esta é uma percepção totalmente equivocada! O que a Igreja defende é que a pesquisa científica seja regida por critérios éticos. Aliás, vários cientistas atuais gritam por isso! Sugiro a leitura do site www.nep.org.br: é de cientistas preocupados com a ética na pesquisa científica.
Nem tudo que é tecnicamente possível é moralmente aceitável. Seria aceitável eticamente a bomba atômica? É aceitável escolher uma criança programando até os mínimos detalhes de seus caracteres físicos? É eticamente aceitável uma bomba que mate, mas não destrua nada de material? Quem impõe limites à tecnologia? Com quais critérios? A ciência e a tecnologia são neutras ou, ao invés, servem também a interesses econômicos e ideológicos? São questões seríssimas! A Escritura toda – não é só um trecho não! – insiste que o homem deve ser feliz, deve usar sua inteligência, mas sem cair na ilusão de ser senhor do bem e do mal, de ser Deus! O homem deve usar plenamente sua razão, mas uma razão que seja aberta ao Mistério de Deus
João Paulo II reconheceu que a Igreja errou ao perseguir cientistas como Galileu Galilei. Ao se contrapor à evolução científica atual, no futuro a Igreja não poderá ter que pedir perdão de novo?
A Igreja não se contrapõe à evolução científica; vê-la como algo essencialmente positivo. Ela simplesmente grita por critérios éticos para a ciência. É o que chamamos de filosofia das ciências ou epistemologia. A ONU, recentemente, fez a mesma coisa quando limitou a possibilidade de clonagem humana. Isso não é ser contra a ciência. A Igreja também não pretende impor a visão cristã de ciência; deseja somente uma discussão séria, que dê origem a uma ética civil sobre esses temas. No caso de Galileu a Igreja errou porque quis negar o resultado de uma pesquisa científica. Desde então, não fez mais isso. Repito: a questão agora não é técnico-científica; é moral! É uma falácia monumental misturar as duas coisas. É como perguntar qual é a cor de uma janela e alguém responder que a janela é grande!
Por que o comando da Igreja católica se mantém indiferente ao avanço das seitas evangélicas?
A Igreja não se mantém indiferente não. Apenas não ficamos paranóicos com isso. O problema é complexo. Estamos atravessando uma fase de transição cultural fortíssima: nada mais é certo, nada mais é duradouro, joga-se fora com a maior facilidade os valores dos antepassados, não se está preocupado com a verdade, mas em como conseguir se dar bem e se sentir bem imediatamente. É nesse contexto que se explica o crescimento das várias denominações vindas do protestantismo.
É interessante observar que os católicos realmente praticantes não deixam a sua fé. O problema é que o Brasil tem católicos “de nome” demais e católicos verdadeiros de menos… Isso também se deve a erros no processo de evangelização. Nunca foi uma boa coisa batizar massivamente, sem uma preparação acurada. Particularmente, eu prefiro poucos que se digam católicos, mas que o sejam de fato. Aí sim, seremos sal e luz, como Cristo espera de nós, membros da sua Igreja!
A família tradicional está se decompondo? Há como salvá-la?
Sim, está. A família hoje é um pequeno núcleo de um homem, uma mulher e duas ou três crianças, meio perdidos num mundo que o pressiona por todos os lados. É triste, porque não há esperança para a família – nem para nenhuma sociedade sadia – sem espírito de renúncia, sem ideais, sem a capacidade de ser feliz na felicidade dos outros. Os valores da sociedade moderna – que absolutiza o sucesso o bem-estar e o lucro -, privam os filhos da presença dos pais, sobretudo da mãe e deixam a educação por conta dos meios de comunicação e da escola, que já não educa, mas simplesmente transmite conhecimentos. Ou se muda o paradigma de sociedade e de valores, ou as conseqüências serão muito ruins.
Quem achar que estou sendo negativo, olhe um pouquinho em volta e veja o que está acontecendo com nossos jovens e crianças, que educação estão tendo, que valores estão assimilando… É assustador… A salvação da família está na redescoberta de alguns valores fundamentais, como a convivência, o diálogo, a sobriedade de vida, a solidariedade e, não por último, a prática religiosa, o lugar de Deus na nossa vida…
E o casamento? É instituição ultrapassada?
Para o mundo atual, sim. Para os cristãos, jamais! O problema é que a liberdade descompromissada e o “faça-você-mesmo” que tem substituído os valores cristãos, não realizam as pessoas. É uma falsa liberdade, porque motivada por um egocentrismo de dar pena. Não se encontrará a realização, a plena humanização por um caminho como esse… Os cristãos são convidados a testemunhar os valores do Evangelho também na vida familiar, matrimonial e sexual. Mas, isso só é possível quando a gente descobre o Cristo de verdade. Caso contrário, as exigências do Evangelho não passarão de moralismo castrador.
A liberação da mulher é um avanço ou um retrocesso social?
Um avanço. No entanto, se sob o manto dessa liberdade coloca-se a libertinagem sexual, o falta de tempo para estar com os filhos e a masculinização das mulheres, aí não há avanço, mas distorção. A Igreja defende que a mulher possa ganhar o mesmo que os homens tendo, no entanto, o direito de ter mais tempo com seus filhos. Sua presença junto a eles é indispensável. Muitas feministas dirão que isso é ideologia machista. Não é verdade! É apenas respeito pelas diferenças.
A igual dignidade do homem e da mulher exige tratamento diferenciado, exatamente porque os dois são diferentes – e tal diferença não é só produto cultural, mas é também biológica e psicológica, inclusive na educação dos filhos. O resto é pura ideologia, essa coisa insossa, chata e hipócrita chamada “politicamente correto”.
O catolicismo precisa mudar, se abrir, para acompanhar as transformações que marcam os tempos hodiernos?
O catolicismo não deve se preocupar em “acompanhar as transformações”, mas em ser fiel ao Evangelho.
Claro que a Igreja tem sempre o dever de ser atenta ao melhor modo de se comunicar com a humanidade em cada época e cultura. O Concílio Vaticano II, na década de 60, fez isso, preparando a Igreja para o mundo atual. Mas, isso não quer dizer que a Igreja deva ou possa trair a Verdade do Evangelho ou esconder as exigências morais que Cristo coloca para os seus discípulos. Como dizia a Bem-aventurada Teresa de Calcutá, “nós não somos chamados a fazer sucesso, mas a ser fiéis!” A Igreja, como um organismo vivificado pelo Espírito Santo, estará sempre mudando para ser fiel à sua missão. Mas, sua referência não são as modas do momento, mas unicamente o Cristo, e Cristo crucificado e ressuscitado!
Com tudo que a ciência ensina e pratica atualmente, faz sentido ensinar na missa que Deus fez o homem do barro?
Quem pensa que a Igreja ensina que os primeiros onze capítulos do Gênesis são para ser tomados ao pé da letra, está totalmente enganado. A Igreja não ensina isso e nenhum padre diz isso no sermão! Afirmar que Deus criou o homem do barro é dizer que, por nós mesmos, somos pó e ao pó voltaremos – todos nós.É uma pena que muitos vejam a Igreja como uma coisa totalmente boba, tão distante daquilo que ela realmente é! É interessante: desde os anos cinqüenta, com o Papa Pio XII, que a Igreja insiste que as narrativas do Gênesis não são uma reportagem histórica ou científica, mas uma narrativa simbólica, como as parábolas de Jesus. Já tive oportunidade de fazer palestra sobre isso para o Curso de Letras da UFAL.
Foi uma experiência interessante: abordar a questão dos gêneros literários na Escritura… A Igreja tem intelectuais profundos, filósofos muito sérios e teólogos brilhantes. Não somos um exército de tolos… Há muitos cientistas que são cristãos e há muitos padres e religiosos que se dedicam às ciências… Muitas vezes, as pessoas têm uma visão totalmente infantil do que a Igreja crê, ensina, vive e celebra… Aí não é a Igreja, mas uma triste e ridícula caricatura dela!
Será possível que o cristianismo, daqui a alguns milênios, venha a perder sua essência histórica e transformar-se em algo como uma lenda?
Isso aconteceria se, para agradar o mundo, a Igreja entrasse na onda. Mas, não ocorrerá. Cristo prometeu que, na força do seu Espírito Santo, estará sempre com sua Igreja. Ela já enfrentou as perseguições do Império Romano, a tragédia das invasões bárbaras, as lutas contra os tiranos do Sacro Império e dos monarcas absolutos, déspotas esclarecidos ou não. A Igreja já enfrentou o cativeiro dos papas em Avinhão durante quase setenta anos; sobreviveu à terrível experiência da dilaceração com a Reforma protestante, suportou dez péssimos papas consecutivos na época do Renascimento; já enfrentou a crítica do racionalismo, do iluminismo e do humanismo ateu do século XIX; sobreviveu à perseguição terrível dos regimes pagãos do século XX: o fascismo, o marxismo e o nazismo. Agora luta contra novos gigantes: a secularização, o consumismo, o ateísmo prático, a onda anti-cristã dos meios de comunicação de massa… E vencerá, mais uma vez. Ela perderá sempre mais poder político, poder de barganha, prestígio e até número de fiéis. Mas, isso, ela nunca deveria ter tido; a sua força não consiste nisso. Sua glória, sua força, seu arrimo é unicamente Cristo, loucura, escândalo e fraqueza para o mundo, sabedoria e poder de Deus para os que crêem… “As portas do inferno não prevalecerão” – a promessa do Senhor a Pedro continua de pé!

Fonte: Carmadelio

sábado, 21 de janeiro de 2012

Faça da sua casa uma casa de oração


 
Hoje, graças a Deus, existem muitos recursos à nossa disposição: áudios e vídeos de palestras, programas de rádio, de televisão, livros, revistas. Esses recursos não podem continuar sendo utilizados para trazer o pecado para dentro de nossas casas. Ao contrário: podemos fazer deles instrumentos de evangelização, de testemunho!

Sua casa pode se tornar um lugar de testemunho para Jesus. As pessoas conhecerão o Senhor por seu intermédio. É muito simples! O tempo urge! Tenha certeza de que se você leva Jesus para os outros, mesmo que seja difícil convencer aqueles que estão dentro de sua casa, alguém também levará os seus para Ele.

Talvez os seus familiares não queiram saber de Jesus. Se você fala, eles reclamam, brigam... E você se desanima diante dessa situação. Mas se você leva o Senhor para os outros, alguém levará os seus para Ele. Tenha certeza disso!

Faça da sua casa uma casa de oração para que Jesus seja conhecido, porque isso é fundamental nos dias atuais.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Música pode matar? Você já parou para pensar sobre isso?



Desde os tempos mais antigos sabemos que a música sempre fez parte da nossa história, música de aniversário, de casamento, do país, enfim, tem música para tudo, não é? Sabia que existe uma música que pode matar? Pois é, existe sim, é a chamada "música envenenada".

Ela funciona exatamente como um veneno, você põe para dentro sem saber que isso pode lhe fazer mal; só depois percebe as consequências. Outras vezes, nem dá tempo de perceber isso, porque ela foi “tocada” de uma forma tão sedutora e sutil que você nem percebeu que ela estava destruindo coisas importantes na sua vida, como valores, fidelidade, castidade, etc.

Já percebeu também que existem pessoas que, quando se separam de alguém, gostam de ficar “curtindo uma fossa” ouvindo as famosas “músicas de dor de cotovelo”? E o que acontece? Ficam melhores? Não! Aquelas músicas as acabam destruindo mais ainda…

E muitas dessas músicas o deixam cego, pois você deixa de ver as pessoas como são: filhas de Deus, que merecem respeito e que são muito valiosas (cf. I Cor 6,20). Como, por exemplo, aquelas aqui no Brasil que falam que a pessoa é uma fruta ou um animal, etc…. Esse tipo de música abafa o som do céu.



Se você quer ter vida e vida em abundância (cf. Jo 10,10), use mais o seu senso crítico, seja inteligente e faça três simples perguntas a si mesmo antes, durante ou depois de uma música:

– Esta música tocaria no céu?
– Esta música não está abafando o som do céu em mim?
– Jesus ouviria esta música?

Deus o abençoe!

Padre Sóstenes Vieira
Comunidade Canção Nova




Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu posso decidir


Decisões não são fáceis de ser tomadas: Faço tal coisa agora ou depois? Trabalho ou estudo? Medicina ou moda? Caso ou compro uma bicicleta?
A liberdade que Deus nos deu, ao sermos criados, nos coloca no caminho das decisões, e quanto mais o tempo passa, tanto mais sobra para nós mesmos decidirmos o que queremos da nossa vida.
Quando crianças nossos pais decidiam por nós onde iríamos estudar, o lugar em que iríamos passear, que roupa vestir e muitas vezes até o que comer. Ao nos tornarmos jovens somos nós que passamos por essas escolhas, e creio que na juventude é o momento mais precioso das decisões, pois o que decidirmos hoje poderá durar a vida toda: faculdade, profissão, namoro e casamento.
Por isso ao chegar diante de um desafio, de uma escolha, opte por escolher a Deus! Direcione a sua oração ao coração de Jesus, confirme o pedido que você faz na oração do Pai-Nosso: “Seja feita a VOSSA vontade” e deixe que Ele o direcione.
Mas como eu sei se a minha decisão foi a decisão de Deus? Deus é amor, Deus é alegria. Se você se coloca na vontade do Pai, o caminho a decidir é o que lhe traz felicidade e paz. Lembrando que o caminho de Deus Pai não é o mais fácil, mais Ele supre seus desejos, dando-lhe paz, alegria, compaixão. O Senhor só nos dá a felicidade.
Todos os dias temos decisões a tomar, umas mais simples, outras difíceis… Vamos provar isso então: Pense: qual a sua dificuldade de escolha hoje? Coloque diante de Deus as alternativas que você tem para isso. Converse com o Senhor agora neste momento. Peça que seja feita a vontade d’Ele diante de sua decisão. E peça que Ele lhe mostre, no tempo certo, o caminho que você tem de seguir.
Deposite sua confiança nesse Deus, que o salva, o ajuda e lhe dá coragem de viver! Amém!
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós!